comigo mesmo?
Engraçado, todo dia queremos falar com alguém e nos calamos, nos calamos por temer não saber falar, nos calamos por ter tanto a falar, mas este tanto se torna nada, calamos e só calamos, e nos perguntamos: como pode ser assim? Como é tão difícil falar com teu próprio sangue? É teu sangue, dividindo a mesma genética, a mesma história, dividindo o mesmo ventre e mesmo assim, é mais fácil falar com um completo estranho.
É engraçado, é dramático, é a mistura do doce com o cítrico, do amargo com o mel, do nada e do tudo. Quero falar, mas a boca livre se prende nas palavras. Sou aquele peixe dentro do mar cercado por paredes de vidros, não entendo nada e me apaixono por tudo. Amo amar, amo abraçar! Mas estou perdido no ventre materno, olhando a Babel de meu DNA. Louco feliz, feliz a lacrimejar as lágrimas que antes era sangue e agora é orvalho de amor.
Quero falar mais como me abrir comigo mesmo?
Tyozcalixto
comigo mesmo?
Engraçado, todo dia queremos falar com alguém e nos calamos, nos calamos por temer não saber falar, nos calamos por ter tanto a falar, mas este tanto se torna nada, calamos e só calamos, e nos perguntamos: como pode ser assim? Como é tão difícil falar com teu próprio sangue? É teu sangue, dividindo a mesma genética, a mesma história, dividindo o mesmo ventre e mesmo assim, é mais fácil falar com um completo estranho.
É engraçado, é dramático, é a mistura do doce com o cítrico, do amargo com o mel, do nada e do tudo. Quero falar, mas a boca livre se prende nas palavras. Sou aquele peixe dentro do mar cercado por paredes de vidros, não entendo nada e me apaixono por tudo. Amo amar, amo abraçar! Mas estou perdido no ventre materno, olhando a Babel de meu DNA. Louco feliz, feliz a lacrimejar as lágrimas que antes era sangue e agora é orvalho de amor.
Quero falar mais como me abrir comigo mesmo?
Tyozcalixto